Entrevistas






Nosso entrevistado é o vencedor da Promoção Você no Topo, da página do Divulga Autor no Facebook.
Seja bem vindo Warley Torres!





D.A.: Para começarmos diga-nos, como descobriu ser escritor? 
W.T.: Bom, sempre gostei muito de ler. Iniciei as minhas leituras com a coleção Vaga-lume e por aí não parei mais. Depois passei a ler e ler cada vez mais, dos mais diversos gêneros existentes, sendo nacionais e estrangeiros, mas os que mais curtia eram de ficção científica, suspense, terror e aventura. Acho que de tanto viver envolvido com a fantasia acabei adquirindo o hábito de imaginar histórias e quando tinha 14 anos decidi esboçar as primeiras linhas de Águia Assassina num caderno, pois na época computadores eram pra poucos. Então a história foi progredindo, enchendo folhas e mais folhas e quando me dei conta, estava escrevendo um livro e somente ao longo de oito anos é que ele foi publicado.



D.A.: Descreva um trecho do livro que mais gosta e nos diga por quê? 
W.T.: Assim como ocorreu a Ygor naquela manhã, poderia ocorrer com qualquer pessoa em qualquer momento do dia. Isso se chama “escolhas”. A nossa vida gira em torno de escolhas, desde o momento em que acordamos até o momento que vamos dormir. Ygor fez a escolha dele. Decidiu ir à festa de aniversário da irmã do seu melhor amigo, a quem tanto balançava o seu coração ao invés de ir ao encontro com sua mãe para um programa planejado há dias. Porém teria feito a escolha certa? Bom, isso só os dias poderiam dizer. Mas mal podia imaginar que aquela escolha mudaria pra sempre a sua vida."
        Esse trecho que citei está logo no segundo capítulo. Eu o achei interessante, pois é assim a vida. A gente é um só. Às vezes aparecem tantas opções e devemos escolher apenas uma. E Ygor precisava escolher entre ir à festa da menina que amava ou ir à excursão organizada pela sua mãe e não podia ir nas duas, pois seriam no mesmo dia. E se ele fosse pela razão, deveria ir com a sua mãe, pois havia planejado com ela há dias enquanto que ir a festa de Hilary havia ficado sabendo naquele mesmo dia. Porém ele preferiu escutar o coração. Agora se ele se arrependeu disso só você lendo pra saber. E o que aconteceu com ele acontece conosco diariamente. Mas em minha opinião não devemos nos arrepender posteriormente por ventura, pois temos apenas uma escolha. E é esse um dos desafios da vida. Se pararmos pra comparar a vida ela é baseada em um jogo, um jogo de escolhas.

D.A.: Você disse que demorou oito anos para concluir seu livro. Por que demorou tanto? Foi algum bloqueio? 
W.T.: Bom, teve uma época que resolvi parar de escrever. Estava sem inspiração. Nessa mesma época mudei pra outra cidade onde comecei a trabalhar durante o dia e estudar a noite e nem tinha tempo pra escrever. Depois teve um ano que passei por crises pessoais, desenvolvi síndrome do pânico, mas que com a graça de Deus me curei. Quando finalmente comprei um computador tive que passar toda a escrita do caderno para o Word, pois só assim poderia enviar para alguma editora. Ainda passei por alguns probleminhas como meu HD ter queimado uma época e ter de digitar tudo novamente, o que foi um grande vacilo da minha parte por não ter salvado num pendrive. Porém para um lado foi até bom, pois adquiri a habilidade de digitar sozinho. Também pelo fato de ser um pouco perfeccionista, nunca estava satisfeito, já mudei o final da história umas três vezes até finalmente chegar a um acordo com o meu "eu" de que iria agradar os leitores e que acredito que agradou; pelo menos os que leram. E quando tudo estava pronto, resolvi mandar pra editora Rocco. E a resposta foi não, apesar deles terem falado bem do livro. Pesquisei muitas editoras na internet, mas decidi não mandar pra essas grandes editoras, então quando estava prestes a fazer uma burrada, indo publicar com uma editora cujo nome prefiro não comentar, que pega o seu livro do jeito que está e o publica de qualquer forma, cobrando um absurdo pelas vendas dos exemplares no site deles. O que me fez também perder uma boa quantia de dinheiro por pagar um autor que também se dizia revisor, que também prefiro não citar o nome por ser falta de ética. O que acabou sendo uma cilada. No início ele falava bem do meu livro, que nunca tinha pegado um livro tão fácil de corrigir... Mas depois não sei o motivo veio dizendo absurdos a respeito do meu livro, querendo me desanimar de publicar. Temos que tomar muito cuidado com essas pessoas, pois estão cheias por aí! E não vou mentir pra vocês, ele levou quase um ano pra corrigir o livro. Ainda depois criou uma capa mais porca que qualquer pessoa com noções básicas no Photoshop seria capaz de desenvolver. E não pensa que parou por aí, ao desistir de publicar por essa editora, me inscrevi na Mesa do Autor, onde surgiu uma editora com a proposta de publicar o meu livro. Bom, estava tão ansioso para publicar o meu livro que caí novamente em outra cilada. Depositei uma quantia de dinheiro pra essa editora que então eles dariam inicio a produção do livro, mas então comecei a perceber a demora, eles não passaram mais a enviar e-mail pra mim e depois descobri que o site deles havia saído do ar. Havia caído numa armadilha da internet, como muitos caem, e um buraco se abriu no meu estômago. Bom, pensei até em desistir de publicar meu livro, estava me causando um estresse muito grande e via que meu sonho estava se transformando em um pesadelo. Perdi tanto dinheiro que daria pra comprar uns 100 livros se tivesse encontrado primeiro a Editora Baraúna que tem a vantagem de deixar nossos livros em diversos sites de compras, como a Saraiva, por exemplo... Ufa, essa foi a trajetória do meu livro. Mas finalmente, nesse ano consegui publicar e dei graças a Deus por esse sonho ter sido realizado, um sonho que custou muito caro, mas que no final das contas valeu muito a pena. 



D.A.: O que te inspirou a escrever Águia Assassina?
W.T.: Eu sempre gostei muito de livros e filmes que envolvem animais desafiando a humanidade, seja extintos ou não, aquáticos ou terrestres, animais que provocam o caos por assim dizer. Então um dia, vi um grafite não sei exatamente onde de uma águia gigante perseguindo um carro muito luxuoso. Fiquei bastante admirado. Daí minha imaginação no mesmo instante trabalhou naquilo e pensei comigo mesmo: "Por que não uma história de uma águia gigante e assassina, já que ainda não existe mesmo?". E foi então que nasceu o livro.

D.A.: E qual o sentimento de vê-lo publicado?
W.T.: Nossa, é uma emoção muito grande. Ainda mais no meu caso que levou anos e tantos obstáculos. Cheguei a abraçar e beijar os primeiros exemplares que chegou na minha casa diversas vezes (Risos). Mas a emoção maior ainda é quando você vê um comentário de um leitor que tenha gostado. Da vontade de sair pulando de alegria. (Risos).

D.A.: No Brasil há uma dificuldade de se vender livro. Ao que você atribui a isso? 

W.T.: Ao preconceito de alguns leitores que não veem os nossos livros com bons olhos. Muitos, ao ver se tratar de um livro nacional nem sequer para um pouquinho pra ler a sinopse, a biografia do autor, já descarta na hora. Também tenho percebido bastante que em vários grupos de livros no Facebook os leitores são manipulados por outros, não ousando arriscar-se em comprar livros nacionais, compram apenas pela quantidade de comentários desses livros considerados modinhas que enfeitam as vitrines das livrarias brasileiras. As livrarias também não nos dão a oportunidade de sermos conhecidos em suas vitrines, quando se arrisca a colocar alguns exemplares nacionais, muitas das vezes são escondidos em prateleiras, ficando longe dos olhos dos leitores. E também a diferença que às vezes chega a ser de 100% o custo de um livro nacional contra um estrangeiro, e acontece do livro estrangeiro ter muito mais páginas do que o nacional. Então o leitor acaba dando preferência em comprar um estrangeiro e que está sendo bem repercutido na mídia, é lógico.

D.A.: Como você observa o cenário Literário Brasileiro para os novos autores?
W.T.: Um grande desafio. Não queria dizer isso, mas é a plena verdade. Mas se é esse mesmo o seu objetivo, o de escrever, não desanime e não deixe com que as pessoas mudem a sua cabeça e te deixem por baixo, pois já passei algumas vezes por isso. Jamais duvide da sua capacidade, pois escrever é um dom e não é pra todos, e se você tem esse dom agradeça sempre a Deus que é o que eu faço sempre. Eu digo não simplesmente escrever, mas escrever um livro, construindo personagens, diálogos e cenas, e com uma história interessante que irá prender o leitor. Agora se você pretende escrever pra ganhar dinheiro meu conselho é: invista em uma ideia inovadora que você acha que irá despertar a curiosidade dos leitores, nada de clichês. E também, pra gente que está começando agora é bom economizar em baladas, roupas, pois gastamos bastante, pois encontrar uma editora que banque todo o seu livro, ah isso é raríssimo de acontecer. E também é preciso estudar bastante e conseguir um emprego bom pra investirmos em lançamentos, sorteios, etc.

D.A.: A comercialização de livros pela internet – E-book e E-pub – veio para ajudar ou descaracterizar o mundo literário? 
W.T.: Hummm, eis uma dúvida que mata. Bom, em minha opinião acho que todos os dois são válidos, tanto o digital quanto o impresso. A vantagem do digital é que pode ser adquirido abaixo do custo e rapidamente, sem ainda precisar pagar frete, mas o grande problema é que ele também pode ser enviado pra outras pessoas de forma simples, o que acho um grande absurdo, pois só nos autores sabemos o quanto é difícil publicar um livro e daí o vemos sendo distribuídos gratuitamente. Mas o que acaba tornando um autor assim como eu iniciante, conhecido, essa pode ser uma vantagem. Daí se um leitor agradar do seu livro, da próxima vez irá querer adquirir um impresso e autografado por ter se tornado um fã. E agora com o Amazon está muito fácil publicar um livro e deixá-lo a venda no site. O melhor de tudo é que é gratuito. Você só tem que pagar por um bom revisor e um capista, além de registrá-lo que é de grande importância.

D.A.: Qual a música que você acha que combina com seu livro? 
W.T.: Não consigo imaginar nenhuma música no momento. Mas há uma em especial que é o instrumental "Twilight - Requiem For a Towe".





D.A.: Seus personagens são baseados em pessoas que você conhece? 
W.T.: Não. Mas observo bastante os artistas de filmes e novelas e às vezes encaixo alguma de suas características em algum personagem.

D.A.: Como você os criou? 
W.T.: Eu vou criando-os ao decorrer da história. Os protagonistas têm idades entre 18 e 21 anos e é estranho que quando comecei a escrever eles eram mais velhos do que eu e hoje são mais novos. Hoje posso dizer que eles me devem o respeito por eu ser mais velho. No entanto só eu quem envelheci enquanto eles continuam com a mesma idade (Risos). Deve ser muito bom, né? Ser personagem e manter a mesma idade eternamente (Mais risos).

D.A.: Já tem um próximo trabalho a caminho?
W.T.: Tenho sim. Águia Assassina - A Origem.

D.A.: O que mais você gosta de fazer, além de criar histórias?

W.T.: Ouvir uma boa música. Fazer teatro. Assistir a um bom filme. Viajar e jogar games.

D.A.: O que as pessoas precisam saber sobre você?
W.T.: Ok. Sou uma pessoa muito apegada a minha família, é a minha segunda paixão, depois de Deus. Também hoje em dia tenho uma facilidade em me apegar às pessoas e quando adquiro amigos de verdade, gosto de está ao lado deles e fazê-los sorrir sempre. Mas no passado era muito diferente, pois era um garotinho magrelo e muito tímido e constantemente sofria bullying na escola. Hoje estou com 25 anos e além de continuar sendo escritor pretendo cursar letras, e aprender outros idiomas. Não tenho emprego fixo, o que surge arrisco-me e já fui vendedor, balconista, bilheteiro, ajudante de produção, expedidor e até ajudante de pedreiro (e não tenho vergonha de dizer isso), é um serviço digno que nem outro, mas infelizmente hoje estou desempregado, mas tenho fé que um dia ainda irei viver só de livros. Inclusive quem quiser comprar um livro pra me ajudar (Risos). Na Cia. dos Livros ele está sendo vendido a R$27, 90, eles apostaram muito no meu livro e considero um preço bacana, onde acreditem vocês, eu verei apenas 10% desse valor enquanto os 90% fica pra editora. Está vendo, como não é nada fácil a vida de um autor? Portanto a vida não é fácil pra qualquer um, mas devemos continuar lutando e sem perder as esperanças de uma vida melhor. Bom, acho que falei demais! Um forte abraço a todos. 

W.T.: Equipe Divulga Autor. Eu só tenho a lhes agradecer de coração pela iniciativa de vocês, são pessoas como vocês que orgulham o nosso país. E que Deus lhes abençoem e proteja o caminho de vocês. Espero que um dia vocês leiam o meu livro também. Adorei as perguntas, me diverti muito ao responder e lembrar das coisas que passei. Forte abraço!

D.A.: Nós da Equipe Divulga Autor agradecemos muito sua participação. Desejamos sucesso não somente a esse livro, mas também aos próximos. Warley, pense que as dificuldades (e golpes) que sofreu, foram apenas para seu crescimento pessoal e profissional. Infelizmente existem golpistas em todos os lugares e muitas vezes mancham a imagem de pessoas sérias. Mas Deus em sua infinita bondade, não deixou que você desistisse e hoje temos uma obra literária incrível, que claro que iremos ler. Agradecemos o carinho. Forte abraço!

Links para o livro do Escritor Warley Torres: 
                                                                   

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