quarta-feira, 4 de abril de 2018

Anne Ferreira Costa


25 anos, natural de Campina Grande-PB, sempre residiu em Queimadas-PB, atualmente na zona rural. Graduada no Curso de Letras/Espanhol pela Universidade Estadual da Paraíba (2015). Titular do Projeto Monitoria Virtual - UEPB. Foi monitora da Disciplina de Língua Espanhola I (2013) e membro do Grupo de Pesquisa Formação Docente em LE cadastrado junto ao Diretório de Grupos do CNPq – UEPB (estudante). Musicista: violão (2001), guitarra (2005), teclado (2015). Violino pela EMAD (2007-2011). Artesã miniaturista autodidata, desde novembro de 2013 desenvolve miniaturas, incluindo em suas criações instrumentos musicais, antiguidades, desenhos/quadros, esculturas em grafite (ponta de lápis) e grafia em casca de ovo. Valorizando a sustentabilidade, utiliza materiais recicláveis para desenvolver suas “Mini obras de arte”. Em 2014, pelo Clube de Autores, publicou o livro Alzheimer é como ser mãe, não vem com manual: eu, minha mãe e o nascimento de Baby (1º edição) 115p., nas versões impressa e e-book. Sua última obra foi uma piscina sobreposta, em forma de piano de cauda, feita em tijolo, concreto e cerâmica, medindo 4mx5m e 1m de altura. Obra esta, que a fez representar a Paraíba em nível nacional através da maior TV aberta do país. Recentemente fez exposição de suas miniaturas no Cine teatro São José, durante o curso de verão em Campina Grande.







Por que a escolha desse tema [violência]?


Em entrevista a autora afirmou que além de ser um tema delicado, ela, como foi dito, sempre viveu em Queimadas, cidade que tomou destaque pela barbárie do estupro coletivo, além de outros crimes que infelizmente aconteceram. “Segundo, tenho o costume de ligar a tv todos os dias pela manhã para ouvir os jornais enquanto me preparo para ir trabalhar. Quase todas as vezes tenho ouvido sobre crimes e mais crimes contra mulheres: mães, dona de casa, executivas, crianças, jovens, artistas, militantes...enfim, é um tema que é tão real, tão sequencial que a sociedade acaba não se surpreendendo mais. Isso é ruim, a sociedade não pode tratar o que acontece todos os dias como uma mera rotina, não, rotina é acordar todos os dias e ligar a tv, é todas as manhãs revisar relatórios, é fazer almoço, é almoçar no mesmo horário, ou ouvir a mesma música. Crime é crime, violência continua sendo violência e as vítimas são várias. Temos que bater na mesma tecla sim, temos que lutar, temos que gritar, temos que reagir, não importa a forma. Muitas pessoas vão para a rua, outras denunciam ao 180, Algumas pintam uma faixa, ou usam da oratória, escrevem uma música, gritam, cada qual usa seu dom, suas habilidades para a lutar. Eu escrevo, faço arte. Foi minha forma de contribuir nessa luta.” Disse a autora



TRECHOS:
 “Homi, deixe de ser grosso E Aprenda a falar Grosseria tem limite Mulher não é pra brincar Pra defesa tem até estatuto A mulher não é um produto Que você pode comprar” 

 “A vítima é mãe, é filha É prostituta, É humana, É pobre é rica É doutora, é criança Não queira botar a culpa Na agredida como desculpa A Lei não é insana”

“Na internet e nos jornais Em tudo quanto é canto noticia Vire-mexe sai como destaque Mais uma vítima, anuncia O cabra viril e forte Sem temer nem mesmo a morte Viola, espanca e mata uma guria”

TRECHOS:
[...] “Mas a vida refleti que eu tenho muito valor Lembrei que minha Vó dizia Menininha, em mulher Não se bate nem com uma flor Tomei coragem, acordei Não vou viver de um falso amor A menininha aprendeu... Em mulher não se bate nem com uma flor.”



                                         








Jéssica Morgan 

E.D.A










sábado, 31 de março de 2018

O Penúltimo Capítulo



Um livro de Clarice Pessato








Ao referir-se a capítulos, a autora faz uma alegoria como se a vida fosse um livro esperando um último capítulo com final feliz, Clarice, uma jovem de 18 anos, ativa e cheia sonhos, vê sua vida se transformar quando foi vítima de um acidente automobilístico que a deixou tetraplégica. 
Ela conta a história da luta contra a tetraplegia e a discriminação e que, pela fé, venceu o sofrimento e a falta de respostas, recebendo a capacidade para superá-los. Também mostra como Deus pode usar até mesmo as experiências mais dolorosas de nossa vida a fim de levar-nos para mais perto dEle e executar seus propósitos em nós e através de nós.
Por causa da superação, muitas pessoas sugeriram que escrevesse um livro sobre minha vida. Eu tentei escrever esse livro mais de uma vez, mas não consegui. Eu queria um último capítulo com final feliz, segundo o meu conceito humano, e isso impediu que este livro fosse divulgado antes. Para mim um último capítulo com final feliz seria voltar a caminhar. Existia a discriminação e o preconceito dentro de mim. Eu considerava a aparência mais importante do que a essência. O meu coração precisava ser mudado, precisava ser curado. Então Deus me deu essa cura e somente quando isso aconteceu eu consegui concluir o livro que hoje estou apresentando. O título do meu livro O Penúltimo Capítulo surge quando eu entendi que o último capítulo da nossa história não é escrito por nós. 

A nossa história não acaba no ponto final de um livro.