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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Natymycha S. Gomes

Nosso Café recebe a escritora  Natymycha S. Gomes, autora do livro 'O Vale Das Sombras'.

Seja bem vinda Natymycha !
N. S. Gomes é uma autora brasileira, filha de Denilda R. Souza e Luis
Gomes. Despertou seu interesse pela leitura ainda bem jovem. Uma
leitora voraz desde os seis anos de idade, apaixonada pelos gêneros de
ficção, mitologia e fantasia. Apesar de não se prender a um único
gênero. Havia dado um tempo em relação a escrever, mas o desejo pela
escrita falou mais alto. Atualmente reside em Três Pontas MG, divide seu tempo em trabalhar com diagramação, ilustração e escrever.


J.M.: Quem é N. S. Gomes?
N.S.G.: Bem, nasci em São Paulo em 1996, sou uma leitora voraz de literatura fantástica e fascinada por mitologia grega. “Creio que o café, depois da água é claro, é a melhor bebida descoberta”. Apaixonada pela escrita que sempre são embaladas por músicas de minhas bandas prediletas. Ouço música quase todo o tempo, minhas cantoras prediletas são Lana Del Rey e Lorde. “Ser escritor é escrever todos os dias e dormir pensando no que escreverá no dia seguinte”, se fosse para me definir com certeza seria assim.

J.M.: Fale sobre o livro Meia-Noite “O Vale Das Sombras”. 
N.S.G.:  Meia-Noite foi o livro que mais me deu trabalho (risos). O escrevi aos 13, mas só consegui de fato terminá-lo aos dezoito. Ele narra a historia de Mikaelly, mas com uma pequena introdução de Petrick no início. Pelo ponto de vista dela podemos conhecer seus medos, suas incertezas, seu passado e descobrir segredos sombrios. “Meia-noite” é o início da trajetória dos dominantes das sombras.

    J.M.: Em sua opinião, qual a maior dificuldade de um escritor independente e o que poderia ser feito para mudar a atual realidade? 
   N.S.G: A maior dificuldade é a falta de espaço no mercado, pois a maioria dá prioridade aos autores internacionais, e quando as editoras abrem um espaço exigem que o autor adquira uma quantidade exorbitante de exemplares, ai acaba dificultando. Para mudar esse cenário acho que devíamos valorizar mais os autores brasileiros e os novos, para que assim no futuro seja mais fácil publicar com uma editora convencional.

J.M.: Conte-nos também de seu mais novo lançamento “Predestinados”.
N.S.G.:  O que falar sobre predestinados (risos). Lembro-me que quando terminei de escrevê-lo chorei por meia hora. É um drama tocante, que escrevi em apenas três dias e disponibilizei para download. Ele se originou de um sonho fascinante que tive, acabou sendo a mão na roda para que o enredo surgisse e tomasse forma. Tenho muito orgulho dele. 

J.M.: Como leitora você compra livro de autores independentes? E por que os recomendaria?
N.S.G.:  Sim, já adquiri dois e são maravilhosos, apesar de eu ser um pouco suspeita para opinar sobre livros de amigos. Mas eu tenho a plena certeza de que sei reconhecer algo bom. Recomendaria porque, são ótimos livros, pelo menos os que eu adquiri. São tão cativantes e surpreendentes como qualquer outro livro que se vê por ai. Só tenho que me orgulhar de meus colegas.


Um escritor precisa de ideias, uma mente fértil e aberta. Não se prender a um único gênero e novamente, uma mente bastante aberta. 


J.M.: Como você se vê daqui a 10 anos, como autora de livros?
N.S.G.:Bom, não penso muito no futuro, gosto de viver o presente, mas desejo ainda estar viva, já ter terminado a saga Meia-noite, que me consome bastante e dado um fim digno a ela. Desejo ainda estar escrevendo e conseguindo manter um consenso com as demais atividades.


J.M.:  Se você soubesse que amanhã ninguém irá ler seus livros, continuaria a escrever? Se sim, por quê? 
N.S.G.: Sim, eu continuaria. Para um escritor não tem nada mais gratificante do que ser lido, no entanto, eu não escrevo apenas por isso. Escrevo porque eu amo o que eu faço, me acalma, é como uma terapia cotidiana. É um vicio.


J.M.: Parabéns N. S. Gomes pelo livro! Muito obrigada por sua entrevista ao “Um Café e Um Livro”. Adorei conhecer a autora e suas obras.

 Sucesso e boa sorte!

Obrigada a todos que visitam o Blog Divulga Autor. Confiram o livro 'O Vale Das Sombras nos links abaixo!



Leiam bastante, embarquem nesse mundo maravilhoso que é o mundo da literatura. Vivam intensamente, não deixe nenhuma oportunidade passar, porque como dizem: oportunidade boa só aparece uma vez, e lutem pelos seus sonhos. Espero que se apaixonem por Meia-noite tanto quanto eu.

E, muito obrigada ao blog divulga autor pela grande oportunidade.


                                                                    







Entrevista cedida a: Jéssica Morgan

quarta-feira, 25 de março de 2015

Clarice Pessato

Nosso Café recebe a escritora Clarice Pessato, autora do livro 
'Penúltimo Capítulo'.

Seja bem vinda Clarice!

Nasci em uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul. Primogênita de três irmãos, desde criança era interessada em ser uma boa filha, boa aluna e boa religiosa. No ano de 1981 com 18 anos, cursando o segundo ano de Psicologia, ativa e cheia de sonhos, vi minha vida se transformar quando foi vítima de um acidente automobilístico que me deixou tetraplégica.

Passei a conviver com as limitações físicas que mudaram minha história, mas a angústia de ter que me adaptar com a nova realidade, suportar o peso de tantas perdas, frustrações, decepções, falta de respostas somente foi superado pelo auxílio divino, Deus veio em meu socorro e através da fé recebi forças para prosseguir. Com muito amor Deus ia me ensinando a cada dia e com cada situação fui aprendendo que as experiências mais dolorosas de nossa vida podem nos mostrar novos caminhos. 

Na caminhada de reabilitação fui testada com as muitas decepções. Mas aprendi que este não era o fim, era apenas o início de uma trajetória de fé que poderia dar muitos frutos. O que não era mais humanamente possível reparar seria superado pela fé.

Após o acidente, formei-me em Letras, bem como fiz Curso de Inglês. Cursei o Seminário de Especialização em Teologia e o Curso de Missões. Sou professora da Escola Bíblica além de escrever artigos para o jornal local e anuncio a palavra de esperança e salvação do evangelho on-line e off-line. E em Novembro de 2013 foi lançado o livro que escrevi ‘O Penúltimo Capítulo’.

Espero oferecer esperança para quem atravessa a vida com sofrimento e limitações, mostrando como Deus pode nos levar em vitória mesmo em meio aos vales e à escuridão.


J.M.: Quem é Clarice Pessato?
C.P.: Nasci em uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Sul. Primogênita de três irmãos, desde criança era interessada em ser uma boa filha, boa aluna e boa religiosa. No ano de 1981 com 18 anos, cursando o segundo ano de Psicologia, ativa e cheia de sonhos, fui vítima de um acidente automobilístico que me deixou tetraplégica.
Passei a conviver com as limitações físicas que mudaram minha história, mas a angústia de ter, o qual me adaptar com a nova realidade, somente foi superado pelo auxílio divino que me deu forças para prosseguir.
Após o acidente, formei-me em Letras, bem como fiz Curso de Inglês. Cursei o Seminário de Especialização em Teologia e o Curso de Missões. Sou professora da Escola Bíblica além de escrever artigos para o jornal local e anuncio a palavra de esperança e salvação do evangelho on-line e off-line. E em Novembro de 2013 foi lançado o livro que escrevi ‘O Penúltimo Capítulo’.
Sou uma pessoa cheia de limitações e defeitos, mas com o desejo de a cada dia me tornar uma pessoa melhor, pelo gracioso e misericordioso cuidado de Deus. Espero oferecer esperança para quem atravessa a vida com sofrimento e limitações, mostrando como Deus pode nos levar em vitória mesmo em meio aos vales e à escuridão.


J.M.: Conte-nos o que a levou a escrever sua própria biografia”.
C.P.:  principal razão que me levou a escrever este livro foi compartilhar minha fé, espalhar a semente que um dia foi plantada no meu coração, transmitir o que aprendi sobre Deus e permitir que através da minha vida outras vidas sejam abençoadas. Desejo fazer diferença para todas as pessoas, prestando auxílio em suas necessidades e em suas escolhas sobre a eternidade. Espero que através da minha vida outras pessoas conheçam a Deus e toda a Sua bondade. O meu maior sonho é que "O Penúltimo Capítulo" não seja "mais um livro no mercado literário", e sim um instrumento que vai marcar e transformar para melhor a vida de muitos.

    J.M.: Eu acredito que com o tempo a essência transcende as aparências. Mas a realidade nos dias atuais é dura com qualquer pessoa que foge aos padrões estéticos de uma sociedade que privilegia a perfeição. Para uma garota de 18 anos como foi constatar que não estava neste padrão?
C.P.:Ficar tetraplégica aos 18 anos, com padrões e valores que consideram mais a aparência do que a essência foi muito difícil. Minha frágil fé foi testada com as muitas decepções. Mas, antes que eu pudesse sucumbir, Deus mostrou que este não era o fim, era apenas o início de uma caminhada de fé. Embora não pudesse reconstruir meu corpo, comecei a entender que seria possível reconstruir minha vida sem depender das circunstâncias. Eu constatei a discriminação existente ao redor de nós e em nós. No entanto, a principal lição que aprendi foi que somente a fé pode sustentar e transformar as situações. Eu superei minhas limitações e impossibilidades, mas sem um poder maior em minha vida não teria suportado. Ao mencionar a discriminação quero mostrar que existem muitas injustiças feitas às pessoas julgadas diferentes. E elas precisam de ajuda. O sofrimento acontece não somente com a situação física, mas muito mais com a falta de piedade e misericórdia. Por isso precisamos olhar para todos com bons olhos. Quando nossa preocupação for com o coração, com o sentimento humano, então o preconceito será eliminado e o amor ao próximo será concretizado. 

Para minha recuperação diária, pessoas foram e são importantes nesta caminhada. Eu preciso muito de ajuda por isso eu não posso deixar de agradecer a ajuda que tenho de todos. Eu diria a todos: Muito obrigada!


J.M.:A alegoria da vida é demonstrada desenhada na capa do livro. A borboleta sem cor e o título do livro remetem a algo inacabado, representando a nossa vida sempre em processo de transformação (Autora). O último capítulo de nossas vidas será escrito por Deus, mas se você pudesse escrevê-lo, como seria?
C.P.:No início de minha reabilitação eu achava que seria eu que escreveria o último capítulo de minha vida e um último capítulo com final feliz seria voltar a caminhar. Mas eu entendi que qualquer coisa nesta vida é sem valor, pois somente poderemos levar conosco o que desenvolvermos de bom em nossa vida seguindo o exemplo de Cristo. Eu recebi a felicidade quando entendi que sou uma obra de Deus, criada de acordo com o plano que Ele designou para mim. Nossa vida não acaba aqui nessa terra, mas continua com Deus na eternidade. O último capítulo é escrito por Deus, e, ao decidir segui-lo e servi-lo, podemos ter certeza que será feliz! Por isso eu não saberia escrever um último capítulo melhor do que eu já tenho.
“Mas, como está escrito: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”. (1 Coríntios 2:9).


J.M.: É mais difícil escrever ficção ou relatar a realidade? E o quanto pode haver de imaginação nos relatos da realidade?
C.P.: Mesmo gostando muito de ler e escrever não pensava em escrever um livro, especialmente minha biografia. Existe imaginação nos relatos da realidade, porém não posso precisar quanto. Acho que é mais difícil relatar a realidade. Expor nossa vida não é nada simples, principalmente quando os fatos estão distantes. Retornar a eles é revivê-los e nem sempre é fácil. Por isso foi como se eu estivesse fazendo uma viagem onde revivi bons momentos, mas também momentos tristes e difíceis que marcaram profundamente minha vida. Em muitos momentos foi difícil escrever, muitas palavras escritas no livro foram regadas com lágrimas, mas com o objetivo de abençoar e frutificar.
Assim, apresentar meu livro – o que para muitos que conhecem minhas limitações seria impossível – foi um grande desafio e a manifestação do poder de Deus. Meu propósito é fazer diferença para todas as pessoas, prestando auxílio em suas necessidades e em suas escolhas sobre a eternidade.


A fé me ajudou e foi essencial para prosseguir. E, mesmo em meio as perdas e impossibilidades, fui aprendendo a cultivar a gratidão, independente das circunstâncias, e a ter uma atitude de apreciação às pequenas coisas com perseverança e alegria. Agradeço especialmente a Deus, Autor da minha fé e razão da minha vida.



J.M.: Algumas pessoas acham que são livres porque não usam correntes. Eu creio que nada mais nos aprisiona que nossos próprios pensamentos. Muitos irão achar que sua liberdade foi cessada quando perdeu os movimentos. Mas eu sei que não, então nos diga o que te faz sentir livre, Clarice? E o quanto a literatura pode ajudar?
C.P.: Na caminhada de reabilitação fui testada com as muitas decepções. Mas aprendi que este não era o fim, era apenas o início de uma trajetória de fé que poderia dar muitos frutos. O que não era mais humanamente possível reparar seria superado pela fé.
Hoje, tantos anos depois que tudo aconteceu, eu desfruto do poder e da força derramados diariamente por meu Deus. A fé transformou minha cruz em símbolo de esperança e liberdade e iluminou minha escuridão.
Deus me fez ver que eu era muito mais do que um corpo que se move e produz. Eliminado o preconceito do meu coração, eu vi que é possível ser feliz independente da nossa condição humana, pois a vitória acontece quando o nosso coração muda. Então eu senti que devia passar minha experiência para outros.
Pensando em literatura, devo dizer que a leitura me ajudou muito, considerando que o texto a ser lido e criticamente analisado por um leitor é sempre um trampolim para uma compreensão mais profunda e objetiva do contexto humano. Ao escrever minha biografia acredito que o leitor será capaz de aprender os referenciais inscritos na mensagem do texto escrito e participar dele.



J.M.: Parabéns Clarice pelo livro! Muito obrigada por sua entrevista ao “Um Café e Um Livro”. Seu livro é mais que uma história é uma reflexão para vida. Assim como todas as histórias baseadas na realidade. E nada é mais interessante que o ser humano e sua trajetória. 
A cada trecho do livro que leio me sinto dentro da história, e cada sentimento faz parte de mim.
A fé revigora. Fé na vida, nas pessoas, fé em Deus.

"O sofrimento acontece não somente com a situação física, mas muito mais com a falta de piedade e misericórdia. Por isso precisamos olhar para todos com bons olhos. Quando nossa preocupação for com o coração, com o sentimento humano, então o preconceito será eliminado e o amor ao próximo será concretizado" ( Autora). 

Com certeza essa é uma história de superação, amor e fé. A qual ninguém permanece o mesmo após passar por ela.

Logo, logo teremos a sinopse, aqui no Blog.

 Sucesso e boa sorte!

Obrigada a todos que visitam o Blog Divulga Autor. Confiram o livro 'Penúltimo Capítulonos links abaixo!




Eu precisei passar por um longo e doloroso processo de mudanças, não só físicas, mas mudanças que tinham que acontecer dentro de mim. E essas transformações só foram possíveis quando abri meu coração e deixei Deus conduzir-me. Então descobri que a minha vida tem valor e importância e que, mesmo na condição de tetraplégica, eu posso sentar à mesa com o meu Jesus e cear com Ele em alegria, pois Ele não faz acepção de pessoas e acolhe a todos indiscriminadamente em amor.
Por isso posso dizer aos leitores que Deus pode transformar de forma positiva a vida das pessoas, qualquer que seja sua situação, sem que necessariamente as circunstâncias sejam mudadas de acordo com os nossos padrões de certo ou errado, de bom ou ruim. E, por mais desesperada que a vida de alguém possa parecer, existe esperança. Deus diz: Vinde a mim e eu vos aliviarei.
Muitas pessoas estão cansadas, sobrecarregadas, oprimidas, outras têm o coração doente, talvez não seja o preconceito, mas uma mágoa, um ressentimento ou uma tristeza e Deus quer sarar e dar um novo coração. Sejam quais forem às circunstâncias, enquanto estivermos respirando, temos uma contribuição a dar. Por ser obra de Deus, somos preciosos.
O mesmo Jesus que fez na minha vida pode fazer na vida de todos. Nós só temos que estar dispostos a segui-lo, abrir nosso coração e permitir a ação Dele em nossas vidas. Por isso, escolha seguir a Deus, porque nossas escolhas no penúltimo capítulo de nossa vida decidirão o capítulo eterno.










Páginas do Livro: 

https://www.facebook.com/openultimocapitulo?fref=ts

Site: http://claricepessato.wix.com/livro

http://claricepessato.wix.com/livro#!bio/c1ktj

Blog: http://openultimocapitulo.blogspot.com.br/


Páginas do Autor:

 Email: claricepessato@hotmail.com.br










Entrevista cedida a: Jéssica Morgan

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Fábio Liberato

Nosso Café recebe o escritor  Fábio Liberato, autor do livro 'Catadores e poder público em Belo Horizonte'

Seja bem vindo Fábio!

Fábio é formado em História pela UFMG e mestrando em Educação Tecnológica pelo CEFET-MG. Atua como professor da educação básica em Sabará-MG e pesquisador nas áreas de gênero, história oral e história ambiental. 


J.M.:Quem é Fábio Liberato?

F.L.:Bem, tenho 27 anos e sou professor de História. Gosto muito de ler, sair com meus amigos e com a minha namorada além de acompanhar os jogos do meu time do coração, o Cruzeiro.

J.M.: Conte-nos sobre o livro “Catadores e poder público em Belo Horizonte”.
F.L.: Essa foi a minha monografia para conclusão do curso de História na UFMG em 2012. Foi uma pesquisa que me envolveu muito e, além disso, é uma temática bastante relevante no momento atual em que se fala muito sobre o mercado da reciclagem.


J.M.: O tema sugerido no livro é baseado na realidade da nossa sociedade; o que o despertou para esse assunto?

F.L: Entre 2010 e 2012 trabalhei no Centro de Memória da Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte. Eu participei da organização do acervo do local, além de cobrir vários eventos e fiscalizações do órgão como fotógrafo. Dessa forma me aproximei muito do trabalho dos funcionários da instituição (muitos com mais de 20 anos de experiência) e dos catadores, conhecendo suas histórias de lutas por dignidade e pela preservação do meio ambiente.



J.M.: Por que preferiu escrever sobre fatos reais á ficção? Sua formação acadêmica o incentivou, ao invés de criar histórias optar por desenvolver a própria história?

F.L.: A possibilidade de escrever um romance me encanta. No entanto nesse momento eu preferi investir na escrita acadêmica. O envolvimento com a temática foi muito forte e achei que deveria divulgá-la de forma mais ampla. Mas planejo em breve dar esse passo rumo à ficção. Possivelmente seria uma história que explorasse bastante o ambiente urbano.

J.M.:Essa profissão “catadores de material reciclável” apresenta relevância social e ambiental, porém não têm o merecido respeito e a atenção por parte dos poderes públicos e da sociedade. O que o autor sugere como transformação dessa realidade?

F.L.: A palavra de ordem é educação. Nas escolas os programas de educação ambiental deveriam ser mais consistentes. Outra questão importante seria o reforço de campanhas de conscientização para a população adulta por meio rádio, televisão, jornais, internet e também de visitas porta a porta.

J.M.: Parabéns  Fábio pelo livro! Muito obrigada por sua entrevista ao “Um Café e Um Livro”.  Sucesso e boa sorte!

Obrigada a todos que visitam o Blog Divulga Autor. Confiram o livro 'nos links abaixo!





Devorem os livros, mas não como o Chaves, personagem do recém falecido Roberto Bolaños. Leiam de tudo, não se fechem para nada. Quantas vezes eu iniciei uma leitura que parecia chata e que acabou mudando a minha vida. A leitura abre portas, nos leva a lugares maravilhosos, nos convida a ser um outro... enfim, é uma atividade maravilhosa. Pratiquem!












A organização social dos catadores

A ocupação de catadores existe, informalmente, há pelo menos 50 anos no país. Ao longo dos
anos, esses profissionais foram percebendo que eram muitos, embora espalhados pelo Brasil a
fora. Foram também tomando consciência da importância do seu trabalho. Começaram a se
organizar e a reivindicar espaço social, político e econômico.
Em 1999, foi criado o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), que
abriu novas perspectivas para a categoria no país. Hoje, está o MNCR presente em praticamente
todo território nacional por meio de 600 bases, entre associações e cooperativas, e de 85 mil
catadores organizados.
O Movimento busca a valorização dos catadores de recicláveis, bem como sua organização e a
autogestão (prática econômica em que os trabalhadores são os donos das ferramentas e
equipamentos de produção). Defende a coleta seletiva e o pagamento do trabalho prestado à
sociedade, uma vez que, segundo o MNCR, está provado que o serviço dos catadores é mais
eficiente na coleta seletiva que os caminhões e aparatos do setor privado.
No entanto, a profissão de catador se formalizou num período de grandes mudanças no mercado
de trabalho brasileiro, que resultaram numa diminuição do nível de emprego e dos postos formais
de trabalho. Isto fez com que várias profissões desaparecessem, e outras fossem redefinidas ou
emergissem. Assim, em 2001, com o Código Brasileiro de Ocupações (CBO), esses profissionais
foram reconhecidos como "pessoas que vivem e trabalham, individual e coletivamente, na
atividade de coleta, triagem e comercialização de materiais recicláveis".
O passo seguinte foi a organização destes profissionais. Assim, nos últimos anos, estimuladas pela
Economia Solidária, as cooperativas de catadores tornaram-se uma boa alternativa de renda para
milhares de catadores. Cada vez mais profissionalizadas, muitas cooperativas têm obtido
importantes conquistas, assegurando aos catadores melhores condições de trabalho e
oportunidade para a conquista de uma vida mais digna. 

Políticas Públicas de Estímulo à Reciclagem

A inclusão social dos catadores de material reciclável tem de contar com o apoio de todas as
esferas de governo para que possa realmente se efetivar. A socióloga e coordenadora-executiva
do Instituto Polis, Elisabeth Grimberg, afirma que as prefeituras são fundamentais neste processo.
“O poder público municipal terá que investir e coordenar todo o processo e implantar tecnologias
voltadas para a reciclagem e coimplementar processos de integração dos catadores, associações e
cooperativas”, afirma.
Na área federal, existem algumas iniciativas que visam apoiar os catadores. Em 2003, foi criado o
Comitê Interministerial de Inclusão Social de Catadores de Materiais Recicláveis (CIISC). O órgão
acompanha, avalia e monitora semestralmente o processo de Coleta Seletiva Solidária (previsto
no Decreto 5.940/06), por meio do qual os resíduos recicláveis descartados pelos órgãos e
entidades da Administração Pública Federal, direta e indireta, são separados e destinados às
associações e cooperativas de catadores.
Com a criação do CIISC foi instituído o Programa Pró-Catador, com a finalidade de integrar e
articular as ações do Governo Federal voltadas ao apoio e ao fomento à organização produtiva dos
catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, à melhoria de suas condições de trabalho, à
ampliação das oportunidades de inclusão social e econômica, e à expansão da coleta seletiva de
resíduos sólidos, e também da reutilização e da reciclagem.
Em 2007, o Comitê estruturou sua Secretaria Executiva, que apoia o trabalho de sensibilização dos
servidores e a organização da coleta seletiva nos prédios federais. O CIISC atua, ainda, por meio de
grupos de trabalho dedicados a temáticas como Serviços Ambientais Urbanos, Previdência
Especial, Educação, Geração de Trabalho e Renda, Resíduos Sólidos do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) e Criança no Lixo Nunca Mais.
O Comitê é coordenado pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e
das Cidades (MCidades), e integrado pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA), do Trabalho e
Emprego (MTE), da Ciência e Tecnologia (MCT), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (Mdic), da Fazenda (MF), da Educação (MEC) e da Saúde (MS), além da Casa Civil, da
Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), da Caixa Econômica
Federal (CEF) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Também, em 2007, foi sancionada a lei 11.445, que estabelece as diretrizes nacionais para o
saneamento básico e permite que as prefeituras contratem as organizações de catadores para
fazer o trabalho de coleta seletiva. Com isso, as cooperativas podem atuar de forma profissional.
Outra iniciativa, que está sendo conduzida pelo MMA em parceria com o Ipea, é um programa de
pagamento por serviços ambientais urbanos. Num primeiro momento, o foco é reciclagem e os
serviços prestados pelos catadores de materiais recicláveis. O objetivo é o desenvolvimento de
metodologia para valoração dos serviços ambientais prestados pela reciclagem, como subsídio
para formulação de políticas públicas e redução da volatilidade dos preços dos materiais
recicláveis, com alcance social para os catadores.
Além disso, vários estados e municípios estão implementando programas próprios. O Diagnóstico
do Manejo de Resíduos Sólidos de 2009, realizado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, apontou que a participação das associações de catadores com apoio da prefeitura na
coleta seletiva ocorre em 30% das cidades brasileiras.

Fonte:

http://www.mobilizadores.org.br/wpcontent/uploads/2014/05/cartilha_oficina_inclusao_social_de_catadores.pdf










Entrevista cedida a: Jéssica Morgan

sábado, 8 de novembro de 2014

Caique Barreto

Nosso Café recebe o escritor  Caique Barreto, autor do livro 'Sofia'

Seja bem vindo Caique!
CAIQUE BARRETO, autor de O último pedido, é graduando em história. 
Naturalizado de Seabra (o coração da Bahia), gosta de escrever desde dos seus quatorze anos, com dezesseis escreveu o conto O último pedido que só foi publicado em março de 2014, e que o mesmo incentivou a escrever este livro. 
Mora atualmente em Itaberaba, com seus tios e primos.



J.M.:Quem é Caique Barreto? 

C.B.: Um jovem baiano, sonhador. Leitor apaixonado por livros de romance e fantasia, que a cada dia continua descobrindo um novo sentido do que é ser escritor.

J.M.: Conte-nos sobre o livro “Sofia” e sobre a escolha do nome.

C.B.: "Sofia" é um romance contado a partir da visão de Miguel Carson, um jovem "rebelde garanhão" que arranca suspiros de qualquer garota. Pela ironia do destino, ele acaba sendo salvo pela encantadora Sofia. Uma jovem bonita e inteligente que aparenta não dá bola para o garoto metido que acabou se apaixonando perdidamente por ela. A trama se lança na probabilidade de um amor verdadeiro, onde questões muitas vezes vividas por muitos jovens, como: relação familiar, gravidez, incertezas, medos, são mostrados de modo natural, baseados no dia-a-dia de muitos adolescentes e pais brasileiros. 

A escolha do nome não foi fácil. Eu queria um nome que demonstrasse o motivo principal da história, que transmitisse não um personagem em si, mas a razão real de toda narrativa. Pois, é Sofia que muda tudo, é um nome sábio, transformador.

J.M.: Qual a melhor parte de escrever e ver seu livro publicado?

C.B: A melhor parte é quando você se lembra das horas e horas que ficou em frente a um notebook vendo sua mente fluindo, liberando um determinado acontecimento que você queria tanto descrever por dias, mas não sabia como. 
Nossa, é indescritível a sensação de está ali com sua obra publicada em mãos, vendo que os esforços que você fez não foi em vão. É maravilhoso dizer pra você mesmo, que valeu cada segundo!


“Sofia” atingirá de forma profunda os corações, aquecendo-os página por página, o mais fundo dos corações que “perderam” a capacidade de amar. Mostrando a cada um, que é o amor a maior arma da vida.



J.M.:Como seu conto “O ÚLTIMO PEDIDO” e “SOFIA” se confundem?

C.B.: Bem, O Último Pedido foi um pequeno conto que relata um acontecimento crucial no relacionamento de Miguel e Sofia. Foi ele que me deu a ideia de descrever desde o início o relacionamento do casal até depois dos acontecimentos do mesmo. Alguns leitores de início pediram para que eu pudesse contar a história completa de Miguel e Sofia, porém eu já tinha escrito um pequeno esboço já sobre o casal. "Sofia" deu início bem antes que eu pudesse lançar O Último Pedido (Que já tinha sido escrito desde 2011). Lembrando que você não precisa ler O Último Pedido para entender "Sofia".

J.M.: Com toda sua complexidade; descrever o amor é uma tarefa fácil?

C.B.: Não. Como eu falo, quem nunca amou não sabe o significado real dessa palavra. Foi bastante complicado e ao mesmo tempo descomplicado descrever o “amor”, seja entre um casal de namorado, entre uma família ou mesmo entre amigos. Pois, não existe uma única forma de amar, então, é bastante complicado contar no papel de forma convincente e real esse sentimento.

J.M.: Parabéns Caique pelo livro! Muito obrigada por sua entrevista ao “Um Café e Um Livro”.  Sucesso e boa sorte!

Obrigada a todos que visitam o Blog Divulga Autor. Confiram o livro 'Sofia nos links abaixo!


Ame. Ame a vida. Leiam muito. E Espero que "Sofia" emocione cada um.











Entrevista cedida a: Jéssica Morgan